Frete grátis em compras acima de R$ 5.000,00 · Atendimento por consultora
Autenticação

Como ler o datador Hermès — guia para iniciantes

O carimbo discreto na lateral da bolsa diz mais do que parece. Decodificamos letra por letra.

Por Ana Storck11 de maio de 20268 min de leitura
Hermes

Cada bolsa Hermès produzida a partir dos anos 1940 carrega um datador discreto — uma letra dentro de um símbolo (quadrado, círculo, sem moldura), normalmente gravada em fogo numa das tiras internas ou na junção do couro.

Por que isso importa

O datador é a forma mais rápida de cruzar três informações de uma vez: ano de produção, ateliê responsável e, em alguns casos, o nome do artesão. Quando ele conflita com o estilo da peça, com o couro ou com o tipo de ferragem, é o primeiro sinal vermelho da autenticação.

A leitura prática

De 1945 a 1970, o datador era uma letra simples (A a Z). De 1971 a 2014, a letra vem dentro de um círculo (a partir de 1971) ou quadrado (a partir de 1979). De 2014 em diante, o sistema mudou para dois caracteres alfanuméricos sem moldura.

Em uma Birkin 30 Togo Étoupe, por exemplo, o datador fica na alça interna do lado direito. Em uma Kelly, ele aparece na parte de trás da virola onde se prende a chave.

Datador errado é a primeira coisa que olha quem autentica de verdade. Se ele bate, ainda não é garantia. Se não bate, é o fim da conversa.

Importante: o datador é necessário, mas longe de ser suficiente. Já vimos peças com datador legítimo (extraído de outras bolsas e enxertado em falsificações sofisticadas). Por isso a leitura sempre vem cruzada com pontos como qualidade da costura, peso da ferragem, tonalidade da forração e — quando aplicável — número de série interno.

Ana Carolina Costa Storck
Autora
Especialista em moda

Especialista em Hermès, Chanel e Bottega. Ajudo a entender qual peça combina com seu uso real.